Pecado-culpa-depressão
O que Nietzsche diria das terapias bíblicas encontradas a mãos cheias na internet? Diria que a “psicologia sacerdotal” continua a encontrar o homem desgraçado. O pecador que se arrasta desde Adão. Sua culpa é o fardo que carrega. O “deves sofrer” é seu mantra.
“O pecado, digamo-lo uma vez mais, essa forma de poluição da humanidade par excellence, foi inventada para tornar impossível a ciência, a cultura e toda a elevação e toda a nobreza do homem; o sacerdote “reina” pela invenção do pecado”. (NIETZSCHE 1984)
Mas, em sua psicologia, o sacerdote “evolui”. Junto com o pecado trouxe de arrasto a depressão, termo mais contemporâneo que o rebanho já dispõe em seu estreito vocabulário. Dentro da teoria bíblica é preciso tentar um “diagnóstico” próprio para a causa da depressão e entre as alternativas disponíveis estão: medo, culpa, vergonha, raiva, desejo de fugir, falta de esperança, não confissão de um pecado. Nada que não possa ser solucionado pela confiança no Senhor. Eis a receita Cristã aos “doentes”: Adorá-lo com exclusividade, nutrir pensamentos Cristocêntricos, examinar e corrigir os pensamentos negativos e distorcidos, freqüentar cultos.
Nas abordagens bíblicas encontradas na web, é salientado que na Bíblia não se encontra o termo depressão propriamente dito, mas que aparece com outros nomes sugestivos, como por exemplo: “Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não desanimados (ou deprimidos)” (II Cor 4.8). Nada como uma pequena adaptação de signos para que o verbo se faça!
Causas bíblicas da depressão:
a) Um vazio interior, vida sem sentido. Ecles 1.2: Ecles 1.14
b) Sentimentos de culpa e remorso Sl. 32.3: Mt. 27:3-5
c) Espíritos malignos I Sm 16.14-23:
d) Ira, Ressentimento Gênesis 4.6,7: Gên 30.1:
e) Auto-Piedade I Reis 19.3.4:
“O pecado, digamo-lo uma vez mais, essa forma de poluição da humanidade par excellence, foi inventada para tornar impossível a ciência, a cultura e toda a elevação e toda a nobreza do homem; o sacerdote “reina” pela invenção do pecado”. (NIETZSCHE 1984)
Mas, em sua psicologia, o sacerdote “evolui”. Junto com o pecado trouxe de arrasto a depressão, termo mais contemporâneo que o rebanho já dispõe em seu estreito vocabulário. Dentro da teoria bíblica é preciso tentar um “diagnóstico” próprio para a causa da depressão e entre as alternativas disponíveis estão: medo, culpa, vergonha, raiva, desejo de fugir, falta de esperança, não confissão de um pecado. Nada que não possa ser solucionado pela confiança no Senhor. Eis a receita Cristã aos “doentes”: Adorá-lo com exclusividade, nutrir pensamentos Cristocêntricos, examinar e corrigir os pensamentos negativos e distorcidos, freqüentar cultos.
Nas abordagens bíblicas encontradas na web, é salientado que na Bíblia não se encontra o termo depressão propriamente dito, mas que aparece com outros nomes sugestivos, como por exemplo: “Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não desanimados (ou deprimidos)” (II Cor 4.8). Nada como uma pequena adaptação de signos para que o verbo se faça!
Causas bíblicas da depressão:
a) Um vazio interior, vida sem sentido. Ecles 1.2: Ecles 1.14
b) Sentimentos de culpa e remorso Sl. 32.3: Mt. 27:3-5
c) Espíritos malignos I Sm 16.14-23:
d) Ira, Ressentimento Gênesis 4.6,7: Gên 30.1:
e) Auto-Piedade I Reis 19.3.4:
As tribulações do diabo também são lembradas:
Tribulação vem em nossas vidas, mas é momentânea, o crente tem que ficar firme na graça, (2 Coríntios 4:17) “Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente”. Porém, temos que resistir o Diabo para termos uma vida de paz e amor em todos os sentidos, (Tiago 4:7) “Sujeitai-vos, pois, a Deus; resisti ao diabo, e ele fugirá de vós”. Nunca dando lugar para ele, (Efésios 4:27) “Não deis lugar ao diabo”.
Acreditar em forças diabólicas como verdade, expõe o inimigo maléfico, faz ressurgir o demônio medieval. Nietzsche em sua obra O Anticristo, salienta a importância da palavra “diabo”, que chega e permanece até os dias atuais como um benefício, “não havia necessidade de uma pessoa se envergonhar de sofrer por semelhante inimigo”. Esta é a explicação para uma declaração de sofrimento antes velada e agora afirmada “Eu sofro” por meus pecados. O cristianismo produz a consciência do pecado e dela tira a sua sobrevivência.
Acreditar em forças diabólicas como verdade, expõe o inimigo maléfico, faz ressurgir o demônio medieval. Nietzsche em sua obra O Anticristo, salienta a importância da palavra “diabo”, que chega e permanece até os dias atuais como um benefício, “não havia necessidade de uma pessoa se envergonhar de sofrer por semelhante inimigo”. Esta é a explicação para uma declaração de sofrimento antes velada e agora afirmada “Eu sofro” por meus pecados. O cristianismo produz a consciência do pecado e dela tira a sua sobrevivência.
Saídas para a depressão:
Terapia do Amor: A verdadeira terapia do amor está em (Efésios 5:22 a 25) “Vós, mulheres, sujeitai-vos a vosso marido, como ao Senhor; porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo. De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seu marido. Vós, maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela”.
Pobres mulheres!!!
Pois como diz o Apóstolo Paulo sobre o amor em (I Coríntios 13:5e 7) “Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; (...) tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”.
Ou seja, é a receita cristã para tornar o homem civilizado, manso, doente, decadente. Paulo prega o apequenamento do homem, símbolo da má consciência escrita pelos sacerdotes. Para Nietzsche sofrer não é padecer, o sofrimento despontecializa é preciso paixão, potência, para superar o sofrimento. A conduta do coração não é uma questão de fé, é prática, vida potencial e não uma crença.
Pobres mulheres!!!
Pois como diz o Apóstolo Paulo sobre o amor em (I Coríntios 13:5e 7) “Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; (...) tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”.
Ou seja, é a receita cristã para tornar o homem civilizado, manso, doente, decadente. Paulo prega o apequenamento do homem, símbolo da má consciência escrita pelos sacerdotes. Para Nietzsche sofrer não é padecer, o sofrimento despontecializa é preciso paixão, potência, para superar o sofrimento. A conduta do coração não é uma questão de fé, é prática, vida potencial e não uma crença.
Sendo assim: Obedecendo esses ensinos não há demônio que consiga desfazer o amor conjugal e as bênçãos estarão sobre o casal para todo sempre, (Salmos 71:15) “A minha boca relatará as bênçãos da tua justiça e da tua salvação todo o dia, posto que não conheça o seu número”. Tantas são a bênçãos que se torna impossível saber quantas são. O que Deus uniu o homem não separa! Custe o que custar, além de seu fado carregue o fado alheio.
Alerta! Não caia no engodo de terapias, confia unicamente na Palavra de Deus.Creia em Deus e leia a Bíblia.
“Deus, a fórmula para todas as calúnias do “lado de cá”, para todas as mentiras do “lado de lá”. O nada divinizado em Deus; a vontade para o nada santificado!... (NIETZSCHE, 1984)
Que moral é essa perguntaria Nietzsche? Os “sanguessugas pálidos e subterrâneos” ainda pregam suas mentiras como verdades universais? Que imperativos mesquinhos são esses?
Que moral é essa perguntaria Nietzsche? Os “sanguessugas pálidos e subterrâneos” ainda pregam suas mentiras como verdades universais? Que imperativos mesquinhos são esses?
Quem deu a eles o poder de julgar?
Novos valores, arte, vida, criação gritaria com o martelo na mão. Uma moral perspectivista, sem fraqueza que domine, sem verdade absoluta, forças produtivas, potências que saboreiem e dão destino a própria existência. Um dar-se conta que a visão cristã não é a única interpretação do mundo, é apenas uma a mais. Há diversidades sempre em devir e elas precisam estar abertas para a eterna novidade da vida, da terra.
“Necessitamos de toda a arte petulante, flutuante, dançante, trocista, infantil e contente para não perder essa liberdade que nos coloca acima das coisas e que o nosso ideal exige de nós (...) é preciso que possamos nos sobrepor á moral e não somente que a inquieta rigidez que receia a cada instante dar um passo em falso e cair, mas com a vontade de alguém que pode planar e brincar sobre ela. Como (pois) poderíamos nesse campo dispensar a arte e o louco?” (NIETZSCHE, 1981)
Aprender a amar o nosso destino, dizer sim a vida com alegria como o coração de uma criança que se nutre do amor, das cantigas e das danças. A boa nova do coração é o amor fati, o que dá sentido a própria vida a cada instante.
Distante das fogueiras, das torturas impostas por uma inquisição que com novos trajes traz consigo o ranço, o mofo sacerdotal que impõe a vida como pecado-culpa-depressão. Sombras de um tempo que para muitos ainda serve com referencial para uma possível salvação.
Vide os últimos acontecimentos divulgados pela mídia: padres pedófilos, exorcismos de um jovem homossexual na Itália, excomunhão dos médicos que fizeram aborto em uma menina grávida de nove anos, que corria risco de vida, estuprada pelo pai, em Recife.
E vide ainda as últimas pérolas do Papa Bento XVI, na semana do Dia Internacional da Mulher: “A máquina de lavar roupas trouxe mais benefícios para as mulheres que a pílula anti-concepcional”. E em sua última viagem à Àfrica – país com o maior índice de portadores de HIV positivo no mundo -, sugeriu abstinência sexual aos africanos, para não utilizarem camisinha.
“Necessitamos de toda a arte petulante, flutuante, dançante, trocista, infantil e contente para não perder essa liberdade que nos coloca acima das coisas e que o nosso ideal exige de nós (...) é preciso que possamos nos sobrepor á moral e não somente que a inquieta rigidez que receia a cada instante dar um passo em falso e cair, mas com a vontade de alguém que pode planar e brincar sobre ela. Como (pois) poderíamos nesse campo dispensar a arte e o louco?” (NIETZSCHE, 1981)
Aprender a amar o nosso destino, dizer sim a vida com alegria como o coração de uma criança que se nutre do amor, das cantigas e das danças. A boa nova do coração é o amor fati, o que dá sentido a própria vida a cada instante.
Distante das fogueiras, das torturas impostas por uma inquisição que com novos trajes traz consigo o ranço, o mofo sacerdotal que impõe a vida como pecado-culpa-depressão. Sombras de um tempo que para muitos ainda serve com referencial para uma possível salvação.
Vide os últimos acontecimentos divulgados pela mídia: padres pedófilos, exorcismos de um jovem homossexual na Itália, excomunhão dos médicos que fizeram aborto em uma menina grávida de nove anos, que corria risco de vida, estuprada pelo pai, em Recife.
E vide ainda as últimas pérolas do Papa Bento XVI, na semana do Dia Internacional da Mulher: “A máquina de lavar roupas trouxe mais benefícios para as mulheres que a pílula anti-concepcional”. E em sua última viagem à Àfrica – país com o maior índice de portadores de HIV positivo no mundo -, sugeriu abstinência sexual aos africanos, para não utilizarem camisinha.
Quem sabe uma nova invenção?
Terapia não na concepção tradicional, mas como um sistema de percepção que essa experiência reúne, que tenciona, puxa, solta a um fim particular de vida útil. Útil porque é belo, vivo romance todas às sensações, ali podem estar contidas, perfumes próprios, sabores, imagens em movimento.
Forças de produção, vida prática, transam com vida contemplativa, naturezas em ação, sempre novos acontecimentos. Espíritos livres e atuantes em liberdade hora lá, hora cá. Um mundo tal como é, estável, entre criação complacente, prazerosa e o caos. Onde razão grita, mas as coisas sensíveis dão plenitude a realidade, novos verbos, sucedem singularizações, em cada um de seus atos.
Acompanhar jornadas é a terapia prática, a vida na prática, estações de existência, um olhar sobre o que acontece entre paixões e anti-paixões. O que fazem, desfazem? Quais os demônios e seus deuses? O que impõe seus desejos de individualidade? O que ocorreu ou ocorre? Quais sensualidades, vislumbro ao ver essas partes de mundo? Quais mandos, destinos?
A cada novo acontecer não penetra novas coisas? Sua potência não é nova autoria do mundo através de planos que concebeu em seu pensamento? Toda vida não é sempre uma nova vida? Viva a arte e a loucura!!!
Forças de produção, vida prática, transam com vida contemplativa, naturezas em ação, sempre novos acontecimentos. Espíritos livres e atuantes em liberdade hora lá, hora cá. Um mundo tal como é, estável, entre criação complacente, prazerosa e o caos. Onde razão grita, mas as coisas sensíveis dão plenitude a realidade, novos verbos, sucedem singularizações, em cada um de seus atos.
Acompanhar jornadas é a terapia prática, a vida na prática, estações de existência, um olhar sobre o que acontece entre paixões e anti-paixões. O que fazem, desfazem? Quais os demônios e seus deuses? O que impõe seus desejos de individualidade? O que ocorreu ou ocorre? Quais sensualidades, vislumbro ao ver essas partes de mundo? Quais mandos, destinos?
A cada novo acontecer não penetra novas coisas? Sua potência não é nova autoria do mundo através de planos que concebeu em seu pensamento? Toda vida não é sempre uma nova vida? Viva a arte e a loucura!!!
Referências:
NIETZSCHE, Friedrich. A Gaia Ciência. São Paulo: Hemus, 1981.
________________. O Anticristo. São Paulo: Editora Moraes, 1984.

Idalina, é sempre bom poder entrar em contato com as suas contribuições. No caso deste texto, sou suspeito em trilhar caminhos próximos, semelhantes aos seus. Ora, sou mais um a somar no grupo e espalhar em alto e bom som "Viva a arte e a loucura!!!".
ResponderExcluirUm abraço.
Everton Augusto Corso.